10.8.12

(eco...)


Onde é que eu vou parar?
Não tenho a menor idéia de quando foi que comecei a me perder.
Aliás, acho que tenho.
Melhor, tenho certeza.
 Viajei.
Me deslumbrei.
Me apaixonei.
 Acho que fui longe demais.
Não imaginava que teria fôlego para tamanha jornada.
Minhas pernas já se mostram cansadas de tanto percorrer uma distância longa demais, que talvez não me leve à lugar algum.
Até onde será que eu ainda vou chegar?
Qual a próxima barreira que vou atravessar?
Dependendo da porta em que eu bater, talvez nem me deixem entrar.
Sei lá.
 Já pensei em escrever uma canção cheia de amor.
Pensei também em rasgar tudo o que já escrevi até hoje.
Aí, vem a vontade de me reinventar.
Mais uma vez.
Gritar.
Alto.
Bem alto.
 Depois penso que o deserto em que me meti não ecoa nada. Se quer me devolve o que nele já plantei.
Enfim...
 Nada.




16.2.12

Jessie J - Domino


Rock my world into the sunlight
Make this dream the best I've ever known
Dirty dancing in the moonlight
Take me down like I'm a domino

Every second is a highlight
When we touch don't ever let me go
Dirty dancing in the moonlight
Take me down like I'm a domino

15.2.12

Por inteiro.

Nunca fui muito boa em aprisionar sentimentos. Sou assim. Imediatista. Explosiva. Intensa.

Minha irmã costuma dizer que a marca mais forte de minha personalidade é não saber fazer nada pela metade. Isso é bom, e ruim ao mesmo tempo. Se estou aqui, tenho que estar COMPLETAMENTE aqui. Se estou aí, tenho que me sentir COMPLETAMENTE aí. Se não, não estarei bem. Nem aqui, nem aí. Não serei feliz. Não farei ninguém feliz.

O maior dos problema é tomar a decisão. Quero estar aqui ou aí?

Nem sempre tomei as decisões certas, é verdade, mas aprendi a aceita-las como fatos que não podem ser mudados. O que posso, sim, é tentar novamente e experimentar o outro caminho, aquele pelo qual não optei antes e pagar pra ver no quê vai dar. Algumas vezes isso é possível, outras não.

Se arriscar, soltar as amarras e encarar o imenso mar de oportunidades que surgirão à tua frente durante toda a sua vida é difícil. Bem difícil. Pode acreditar. Mas, quase sempre, a minha melhor opção foi fazer a curva que não estava no mapa e chegar a um lugar onde eu jamais imaginei estar. O caminho de casa eu já conheço de olhos fechados e sei quanto tempo levo pra voltar, estando em qualquer lugar do mundo.

É por isso que, mesmo sem saber nadar, subo na garupa de um jet-ski à 100Km/H e desfruto da dolorida queda.

O que tem de divertido nisso? Aprender a subir nele outra vez, mesmo sem ter onde firmar os pés.

Dói, mas arriscar sempre rende boas histórias e algumas vezes... boas gargalhadas.

10.2.12

Simples assim.


Falar sobre qualquer tipo de sentimento é uma grande cilada.
Muitos escritores já o fizeram. Alguns muito bem, outros muito mal. Pois é. Conseguir alcançar a medida exata de como cada indivíduo sente é o grande desfaio. Eles, os escritores, sentem de uma maneira, eu sinto de outra, e você sente de uma forma ainda mais diferente do que nós – eu e os tantos escritores que já arriscaram os mais diversos ensaios.

O mais sublime dos sentimentos, o amor (Ah!, o amor...), é, certamente, o mais complicado de se medir ou descrever...
Mas, como posso falar apenas por mim, pelo que sinto, resolvi tentar.

Esse louco, o amor, assume as mais variadas formas. Há o amor de mãe, o de irmãos, amigos e amantes (entre outros tantos que eu poderia passar horas nomeando). Cada um deles tem a sua beleza, sua intensidade.

Hoje você me fez uma pergunta: Como eu vejo esse exato um ano desde a primeira vez que te vi?

Vou te contar.

Dois anos antes de 10 de fevereiro de 2011, eu estava sozinha (completamente sozinha). Já não acreditava no tal amor. Aliás, quase não acreditava em nenhum amor – nem nesses das novelas. Fazia até piada sobre isso. Achava graça da cara que têm os apaixonados. Pra mim, o amor, ganhou uma leitura matemática como se fosse uma equação química. Era mais ou menos assim, meu DNA procura outro DNA que seja compatível com ele pra que ele (o meu DNA) possa sobreviver de alguma maneira. Daí, a tal equação. Bingo. A espécie humana garante sua existência no planeta Terra.
Simples assim.

Há exatamente um ano, toda essa teoria foi por água abaixo.

Eu vi você.
Meu coração parou.
Faltou ar.
Faltou chão.
Faltou coragem.
Faltou você.

Quando te vi pela primeira vez, tive a sensação de que havia encontrado algo que me faltava, algo que eu nem imaginava o que poderia ser e que nem estava buscando, mas tive a certeza de que era você no exato momento em que te vi.

Alí, naquele instante, senti uma paz tão grande. Um sentimento que eu ainda não conhecia.
Tive a certeza de que era você.
Faltava você. Sempre faltou.

Depois disso, meu coração inquieto perdeu a paz. Perdeu o sono. Perdeu a graça.

Sozinho, ele já não tinha mais o mesmo balanço, o mesmo tom. Faltava ritmo. Faltava o baterista que o faria bater tantas outras vezes com a mesma força e intensidade.

Foi difícil chegar até você.
Foi fácil me apaixonar por você.
Foi insano confiar tanto em um estranho.
Foi maravilhoso te receber em minha casa um mês depois de ter te visto pela primeira vez.
Foi delicioso ter você por perto.
Foi terrível não poder te tocar e dizer o que eu sentia.
Foi dolorido ver você ir embora.

Te reencontrar, sentir o teu cheiro, poder te abraçar – mesmo apenas como amiga, me confortava. Me dava paz.

Querer você me levava do céu ao inferno em segundos.
Querer você me fez experimentar todos os sentimentos possíveis.
Querer você me ensinou a esperar.
Querer você me mostrou que tudo acontece no momento certo.

O primeiro abraço.
O primeiro beijo.
O primeiro suspiro.
O primeiro momento como amantes.

Meu coração se acalmou, mais do que nunca.
Senti uma paz tão grande, um sentimento tão lindo e tão leve.

Muitas coisas aconteceram depois disso. Momentos que me fizeram muito feliz, e outros que me fizeram chorar.
Te amei.
Te odiei.
Te quis mais ainda.
Te guardei no báu de minhas lembranças.
Te tirei de lá mais uma vez. Alí não era o seu lugar.
Teu lugar era do meu lado, onde eu pudesse te ver dormindo enquanto me abraçava, recebendo meus carinhos.
Sempre foi esse o teu lugar.

Agora, nesse instante, você não está aqui e nem eu aí, mas nossos lugares estão sempre nos esperando. Ninguém os ocupa. Ninguém os toma. Seja aqui, ou aí.

Estou te esperando. Quando chegar, não se preocupe em não me acordar quando vier se deitar.
Me desperte com teus carinhos.
Quero ver teus lindos olhos sorrindo pra mim mais uma vez.

6.2.12

(im)Possíveis...

Amores (im)possíveis devem ser vividos. Acredite!

Amar alguém é um grande privilégio, o maior presente que se pode receber. Tem gente que passa a vida toda sem amar, sem viver, sem uma bela história pra contar (mesmo quando não há final feliz, não deixa de ser uma boa história - pense nisso!).
Aprendi isso, fiz a lição de casa bem feita.
Entender que é necessário deixar a porta da gaiola sempre aberta pra que o pássaro voe e retorne por que quer, quando quiser, faz com que seu canto seja sempre a mais bela música que você um dia imaginou ouvir. Ter consciência de que ninguém é dono de ninguém e que alguém está ao seu lado porque sua companhia lhe faz feliz, seja por quanto tempo for, é o melhor dos aprendizados.

O amor não aprisiona, liberta. Faz você voar longe, literalmente.

Vivo, sempre, tudo o que quero, e tenho uma linda história pra contar... Ainda inacabada (o que é a melhor parte), mas é uma bela história.Quando quiser ouvir, de verdade, eu te conto.

30.11.11

Maroon 5 - Moves Like Jagger ft. Christina Aguilera

...do jeito que eu sou.

Tem uma música, uma de minhas preferidas, que diz “I want someone to love me, Who I am. I want someone to need me, Is that sob ad? I wanna break all the madness, But it’s all I have. I want someone to love me, who I am (mesmo não sendo boa em lidar com máquinas e softwares - rs).

É isso. Simplesmente, isso.

Não me pergunte o que mais gosto em você. Isso eu jamais vou conseguir responder.
Tão pouco me pergunte o que não gosto em você. É ainda mais difícil te dizer.

Aprendemos, com o tempo, que esse lance de “tentar corrigir os defeitos” das pessoas é o papo mais furado que existe. Saber lidar com diferenças é o grande desafio. Aprender com isso é o grande barato da vida. "Defeito" é o nome que se dá à algo que te desagrada, não necessariamente errado. Argumento de gente que não sabe viver e aprender.

...e, acredite, você tem muito pra me ensinar.

Sou uma ótima aluna. Se mostre sem medo, eu aprendo rápido (ou não, se você preferir).

29.11.11

Harder to Breathe - Maroon 5

Gosto dessa música, do peso que ela tem.

Gosto de discussões acaloradas, do que acontece depois que elas terminam.

Gosto de sorrisos largos, da gargalhada que sempre os acompanha.

Gosto de abraços apertados, de sentir as batida de outro coração.

Gosto de carícias, do arrepio que elas provocam.

Gosto de olhos negros, do mistério que eles guardam.

Gosto do silêncio do mergulho, da falta de ar que ele causa.

Gosto de rock’n roll, de todos os ritmos que eu puder experimentar.

Gosto de me arriscar, da sensação de frio na barriga.

Gosto de voar, de encontrar quem me espera na outra ponta.

Gosto de me revelar, de confessar minhas fraquezas.

Gosto de te ver dormindo, da paz que isso me dá.

Gosto de mim, da maneira como conduzo minha vida.

Gosto de você, do quanto me faz bem.

Gosto de nós, do que somos juntos (ou separados, mesmo que por pouco tempo).

Gosto de escrever, de saber que você vai ler...

Gosto de te desejar boa noite, de fazer isso enquanto beijo teus olhos.

26.11.11

Vai... e volta.

Toda criança tenta brincar com um iô iô, mas nem sempre se diverte.
Isso é brinquedo pra adulto, que gosta de física (ou psicanálise). Nunca fui boa em física, e continuo afirmando que a teoria de de que dois corpos não ocupam o mesmo espaço é meio furada.

Enfim... Tá afim de brincar comigo?
Então, lá vamos nós (mais uma vez)!

10.8.11

23º29’2”S, 46º38’49”O

Enquanto espero meu esmalte secar, olho para o céu e vejo, mais uma vez, a Lua.

Engraçado esse lance que tenho com a Lua...

Algumas vezes tenho a impressão de que posso receber dela muitas das respostas que busco. Pode parecer loucura, mas resolvo a maioria de minhas questões, que são muitas – acredite, enquanto a contemplo.

Essa noite o vento arrasta as nuvens para o Leste, de forma tão rápida... Há muito não via isso acontecer.

Qual será o peso de uma nuvem? Uma bem grande.

O que será que o vento traz do Oeste?

Vou esperar pra ver.

Não muito, mas vou esperar...

1.8.11

Hunf!

O tema do post de hoje passou por várias mudanças...“abraços – daqueles do tipo bicho preguiça”, “estrelas - (de)cadentes”, “esquecer – aquele lance de tentar lembrar, mas não conseguir” e, finalmente... “esperar – sem saber, exatamente, pelo o quê”.

Eis o eleito, o Tempo. O esperar.

Algumas pessoas esperam a vida toda por algo, ou alguém.
Eu confesso que nunca fui boa nisso.Apesar de gostar do Tic Tac do relógio, não sei lidar com esse lance de esperar por nada. Detesto reconhecer que não sou capaz de controlar o Tempo. E, sinceramente, isso me incomoda bastante.Nunca soube esperar.Nunca tive tempo sobrando pra que pudesse me dar ao luxo de esperar.

Pois é... Estou esperando.
Impacientemente, mas estou.Não sei por que insisto nisso, mas continuo esperando.Nem sei se deveria, mas estou esperando.

Por o quê, exatamente, não sei.
Só sei de uma coisa... Deve ser algo muito bom que está por vir.

Depois, quando eu descobrir, te conto...

27.7.11

Freedom!



Well it looks like the road to heaven
But it feels like the road to hell
When I knew which side my bread was buttered
I took the knife as well
Posing for another picture
Everybody's got to sell
But when you shake your ass
They notice fast
And some mistakes were built to last...

26.7.11

PERMITA-SE

Pois é... PERMITA-SE é o título de uma mensagem que recebi por e-mail, uma dessas correntes que sempre trazer um Power Point anexado. Sinceramente, não abri o arquivo (e nunca abro, me desculpem a sinceridade, mas acho esses e-mails uma chatice) e nem sei do que se trata, mas gostei do título.

PERMITA-SE, me fez perceber que eu gostaria de fazer muito mais coisas, e muito mais loucuras, do que eu tenho feito.
Um simples título me fez REPENSAR. É mole?
Mesmo com a cabeça cheia de coisas pra resolver, projetos para entregar, horas de sono pra repor, eu ainda encontro tempo pra REPENSAR. Sim, REPENSAR, no sentido mais cru da palavra, pensar várias vezes no mesmo assunto. Aliás, alguns assuntos.

Quer saber? Dane-se!
PERMITO-ME, então...

Quero assumir minhas fraquezas e deixar de lado o uniforme de Mulher Maravilha!
Quero menos responsabilidades e mais, muito mais, carimbos em meu passaporte!
Quero ouvir a mesma música várias vezes, bem alto!
Quero sentar na rrrrrrrambla e tomar um sorvete de dulce de leche!
Quero dar mais gargalhadas debochadas!
Quero meu par de asas de volta!
Quero uma casa com rodinhas, que eu possa levar pra qualquer lugar do mundo!
Quero amar e ser amada!
Quero perder peso e ficar com a bunda dura de novo, como quando eu tinha 20 anos!
Quero que se dane quem acha que eu sou inconstante, afinal esse é o meu charme!
Quero beijar na boca e sentir arrepios de tesão!
Quero você outra vez!
Quero dançar como louca no meio da rua!
Quero um dia de sol em Punta!
Quero um abraço apertado!
Quero tudo ao mesmo tempo!
Sempre!

Pronto!
Falei!

Cesar e Pedro Mariano - DVD Piano e Voz - "Papo de Psicologo"


Que meu amado amigo Jair (que compôs essa letra e música) me perdoe, mas a versão de Cesar (pai) e a interpretação do meu querido amigo Pedro (filho) Mariano é muito linda.
Minha trilha oficial pra noites como essa...

BARRY WHITE'S LOVE UNLIMITED ORCHESTRA: LOVE'S THEME


Engraçado…
Depois de um bom tempo sem escrever (isso não quer dizer que eu não tenho motivo ou assunto, muito pelo contrário, mas algumas vezes é melhor calar...), me flagro tentando entender o quê eu realmente gostaria de dizer... E, principalmente, à quem e como dizer.

Apenas para registro, e para que o texto abaixo faça algum sentido, nesse momento, estou ouvindo Love’s Theme, de Barry White (tida como uma das mais belas obras fonográficas).

Retomando...

Ouvindo Love’s Theme é possível, pra quem curte esse tipo de som ou tem sensibilidade musical um pouco mais apurada, perceber que essa música consegue reproduzir todas as passagens e transformações que um sentimento pode ter. Nesse caso, o amor.

Ele começa manso, como uma amizade. Toma corpo e força de uma maneira quase imperceptível. Passa de uma melodia linear para algo parecido com uma montanha russa. Ganha mais leveza e novos tons. Flutua, voa longe. Depois, ele se transforma, ganha peso e força. Aí, então, ele muda mais uma vez. Se torna sublime e extremamente delicado.
E, quando está prestes a terminar, sem explicação, ele volta a serenar e se mostra demasiadamente frágil... Perecível.

Acho que é por isso que gosto tanto dessa música. Talvez porque eu a ouça com a alma, e não simplesmente a escute - como a maioria das pessoas.

Então...

É assim que eu tenho vivido, e sentido.
Acordo todos os dias com a mesma lembrança, a mesma imagem, o mesmo desejo. Falta alguma coisa. Falta alguém. Falta você.
É como se a vida insistisse em me manter presa a um ciclo, uma rotina inexistente, do qual me tornei refém, sem perceber.

O pior de tudo é que conheço bem cada uma das notas de Love’s Theme e sei como ela termina... Ou não.


30.6.11

Às moscas

Em minha humilde e, por algumas vezes, estúpida opinião, há que se saber a hora de abandonar uma causa...

Falar, repetidamente, sozinha – sem ninguém para ouvir/ler, depois de algum tempo, se torna um exercício inutilmente vaidoso.

Exagero?

Não.

Acredite.

É desanimador, só isso.

Bom, vou dormir...

Afinal, são 04:05 e isso tudo não interessa à ninguém.

Perda de tempo, e de horas de sono.


Só isso...

Um blog.

13.6.11

Dulce de Leche, Ciganos e Rock´n Roll


Há combinações que são capazes de transformar a tua vida num furacão...

Por exemplo, comer alfajor às 01:48 – como estou fazendo agora. Teu doce, combinado à minha eterna falta de sono, garante mais algumas horas de olhos bem abertos e uma sucessão de pensamentos mágicos e inquietantes.

Daí, tenho a brilhante idéia de ouvir um pouco de música antes de dormir. Coisa de gênio pensar que a delicadeza do som de Djavan distrairia meus ouvidos, e minha mente, quando suas letras são tão maiores que seus arranjos. Tão intensas, e tão minhas.
Ouvir Cigano é como levar um tapa na cara! Ela me cai tão bem quanto uma luva...

Já que o sono não aparece, abandono Djavan e sigo para o bom e velho Rock´n Roll. Outra opção que poderia não ter sido escolhida. Pensei em Summer Song – de Satriani, mas pensei melhor e achei que se a escutasse eu seria capaz de colocar o tênis e sair para correr. Então, resolvi partir para Rolling Stones e caí em Love Is Strong... e, cantar os versos “A glimpse of you / Was all it took / A stranger's glance / It got me hooked / And I followed you me fez ter vontade de dar uma martelada em minha própria cabeça - que insiste em voar longe, algo em torno de 1984Km...

Será que dá pra você sair daqui, por favor? Tem ocupado espaço demais na minha cabeça. Folgado! Você tem mesmo essa mania de entrar sem pedir licença...
Quer saber? Eu adoro isso! Pode entrar, sempre que quiser, sem avisar. A casa já é sua.

Aliás, será que dá pra vir logo? A cama é grande demais e aqui faz muito frio.
Ruim demais dormir sozinha...
Vem já pra cá, menino!

The Rolling Stones - Love Is Strong

Djavan - Cigano


A mais intensa letra de Djavan, minha favorita.

Te querer
Viver mais pra ser exato
Te seguir
E poder chegar
Onde tudo é só meu
Te encontrar
Dar a cara pro teu beijo
Correr atrás de ti
Feito cigano, cigano, cigano
Me jogar sem medir

Viajar
Entre pernas e delícias
Conhecer pra notícias dar
Devassar sua vida
Resistir
Ao que pode o pensamento
Saber chegar no seu melhor
Momento, momento, momento
Pra ficar e ficar

Juntos, dentro, horas
Tudo ali às claras
Deixar crescer
Até romper
A manhã
Como o mar está sereno
Olha lá
As gaivotas já
Vão deixar suas ilhas
Veja o sol
É demais essa cidade!
A gente vai ter
Um dia de calor...

Djavan - Boa Noite (ao vivo)

DJAVAN- "Nem um dia" (Ao vivo)

7.6.11

A beleza do Outuno

Algumas imagens têm o poder de nos transportar, de nos fazer reviver alguns momentos, alguns gestos, alguns toques, cheiros e sabores... São tantas as lembranças.

Quando estive na AF, em março, as árvores eram fartamente coloridas, o chão coberto por tantas flores. Não haviam roseiras no pequeno coreto. Não haviam beijos sob as árvores.
Em abril, o colorido sumiu e deu lugar ao tom amarelado das poucas folhas que sobraram nos galhos, teus olhos ganharam um brilho que antes não tinham e teus abraços se tornaram mais fortes e demorados, teus beijos já encontravam com facilidade o caminho da minha boca.
Parei, olhei e reli todo o pátio. Te contei tudo o que meus olhos, pouco acostumados com aquele lugar, notavam de diferente. Lembro que você me disse “Te escuchando hablar así, es como si el tiempo no hubiera pasado, como si yo pudiera ver todo lo que me hace recordar. El piso estaba cubierto de flores. Yo estaba feliz porque estabas aqui, Ale!”.

Passados três meses, tanta coisa mudou. Nós mudamos. Nossa história mudou. Antes amigos, agora apaixonados. Encantados por um sentimento que se transformou. Desfrutamos de sensações que a maioria das pessoas desconhece, ou entende. Sorte a nossa, que nos permitimos viver algo tão bonito!

A diferença de culturas e idiomas nos diverte. Há tanto pra aprender e experimentar, tanto para descobrir. Mesmo quando não encontramos as palavras certas, conseguimos nos fazer entender. Entre a angústia de não achar sinônimos e a diversão da troca de palavras por palavrões, há sempre uma gargalhada, um sorriso e um abraço.

Uma coisa é certa: fotografias, lembranças e sentimentos não têm prazo de validade.

28.5.11

Melhor pingar ou secar?

Estranha a sensação que tenho agora... Tenho uma ótima notícia pra dar, mas não há quem me atenda do outro lado da linha. Isso não é legal!

Sabe quando você quer muito, mas não tem certeza sobre insistir (ou não) em uma situação?
É isso. Bilhete emitido. Ligações não atendidas. Incerteza garantida.

Como pode tanto virar quase nada em tão pouco tempo. Sei lá...
Será que já está na hora de apertar o Off e encerrar nossa história? Acho que não.

Enfim, mais uma decisão pra tomar. Cancelo a passagem, ou sigo viagem?
Diga aí, sem medo. O que devo fazer? O que você quer?
Fico por aqui, e desisto de regar as plantas do jardim? Ou volto pra cuidar das flores que surgiram, e sinto um pouco mais do perfume que elas têm?

24.5.11

Última chamada para o vôo 7489

Embarcar sob o chamado da companhia aérea – gritando meu nome, sem ter a mínima vontade de entrar no avião, foi muito ruim. Pior foi a decolagem.
Dessa vez eu chorei. Muito. Não queria que o avião deixasse Montevidéo.
Quando a aeronave já não tocava mais o solo, em plena decolagem, a sensação de que faltava algo era muito forte.

Um buraco no peito. Tua ausência.

Chorei.

Lágrimas repletas de um sentimento tão bonito. Uma grande vontade de viver essa história. Uma certeza ainda maior de que temos muito para desfrutar, juntos.

O piloto avisa que em 15 minutos chegaremos à Porto Alegre...

Mesmo longe, já sobrevoando o Brasil, a sensação é de segurança, tranqüilidade e certeza de que logo nos veremos. Não vai demorar. Eu sei. Eu sinto.

Seria injusto se não nos encontrarmos em breve.

Já há muita saudade e muita vontade para saciar... Acredite!

Who I Am

23.5.11

À quatro mãos

Como começar?
Não sei!
Só sei que cabe muito, cabe uma vida, dentro de um olhar.
Cabe o mundo.
Cabe tudo o que quiser.
Por mais que teus olhos já tenham visto, e guardado, haverá mais, sempre mais, para te surpreender, para ser guardado.

Te voy a extrañar mucho!!!
Me encantaria que te quedaras mas tiempo conmigo porque me siento muy bien cuando te abrazo, te beso, te acaricio, te toco, te miro y te siento.
Sos hermosa!!!
Te quiero mucho!!!

À quatro mãos, à duas letras, sai nosso primeiro ensaio. Sem ensaio. Sem preparo.
Te dizer que também vou sentir, e MUITO, a tua falta é tão óbvio quanto dizer que me faltarão teus abraços, teus beijos, teus carinhos, teu toque, teu olhar e todo o resto... Tudo o bem que me faz!
Te dizer que a vontade de estar contigo aumenta, à medida de que cada minuto passa, é pouco!
Você é o mais belo gato preto, o melhor presente, que a vida colocou no meu caminho.
También te quiero mucho!!! ;)

Noite fria (15), em frente à lareira. Uma das mais belas e sublimes cenas que já vivi.

21.5.11

Mais uma vez


...em algum lugar entre São Paulo e Porto Alegre, voando alto.

Curioso como algumas lembranças são tão ricas em detalhes... Outras nem tanto.
De repente, a lembraça de nossa primeira manhã juntos. Lembro do dia amanhecendo quando íamos nos deitar, como amigos. Você me perguntava se a cortina daria conta de escurecer o quarto. Eu, como sempre, à espera de uma oportunidade de soltar mais uma de minhas péssimas piadas, lhe respondi – enquanto fechava cuidadosamente a cortina, de forma que o amanhecer se transformava em anoitecer: “Se você me pede com jeitinho, sou capaz de controlar até o tempo!”. Então, anoitecemos. Naquele momento, como amantes.

Que loucura... Agora, enquanto escrevo, sou capaz de reproduzir cada segundo daquela manhã. Te ouvir dizer que tinha vontade de me abraçar, sentir tua respiração, perceber teus arrepios que aconteciam enquanto eu tocava teu rosto e teus cabelos... Meu coração já não agüentava mais esperar.

O medo. A vontade.
A decisão. O beijo. Tudo.
Adormecer. Acordar.
Outro beijo. Tudo de novo.
Os abraços. As carícias.
O café da manhã. Tudo outra vez.
...e mais outra.

Despertei invadindo teus grandes olhos negros, lendo tudo o que me diziam naquele instante.
Desfrutei de teu lindo sorriso e teu jeito sorrateiro que se enrosca em mim e fazia com que eu sentisse o calor de tua pele junto da minha.

A tua gentileza. A minha delicadeza.
A nossa entrega. Tanto carinho.
Nossa cumplicidade.
O querer mais. O querer bem.
A vontade. A saudade.

Hoje, a volta.
O abraço.
Tudo de novo!

Su rastro

¿Dónde estás, que no está aquí, que no se quiera mostrar,
que se pierde en algún lugar donde no puedo llegar?
¿Dónde está tu olor que desapareció sin avisar,
que por mucho que lo intento, no puedo respirar?

¿Dónde estan tu sonrisa, tus caricias, tu cariño,
donde debo buscar, cuál será su camino?
¿En qué parte del mundo que nos perdiemos uno al otro,
por dónde empezar a buscar su rastro?

Entre uno y otro vuelo, el equipaje que llevo siempre está vacía,
Busco a ti, pero no encontro su encantadora calmaria.
Y cada vez que cierro los ojos me acuerdo que me decía
que este sentimiento durante mucho tiempo nos encantaria.

¿Cuánto tiempo esperar? Hasta que exista su rastro en mi piel...

9.5.11

Tuas estrelas

O que faz um astrônomo numa noite nublada, onde não é possível avistar a lua - e muito menos as estrelas?

Para os índios, os marinheiros e os aviadores, uma experiência cega, às escuras, de tentar encontrar o caminho de casa. Já para o astrônomo, um exercício de reconstrução. Ele, provavelmente, é o único que conseguiria recriar todo o céu em sua mente, dizendo nome e sobrenome de cada uma das pequenas estrelas que alguns notam vez ou outra. Ou quase nunca. Talvez bem poucos as percebam, como eu e você.

Hoje, a noite em SP é assim. Nublada. Me coloco, então, à mercê de um desafio: Recriar o céu que conheço tão bem. O teu.

Fechar os olhos e reconstruir cada detalhe, cada centímetro (Ups! Déjà vu! Já escrevi isso antes. Já vi essa cena! Juro! – Arrepio! Ui!)... Onde é que eu estava mesmo? Ah, sim...
Fechar os olhos e reconstruir cada detalhe, cada centímetro, cada pequeno ponto negro que marca a tua pele. Sou capaz de te dizer quantas e onde estão cada uma de suas marcas e cicatrizes... Pode acreditar!

Como o teu céu é lindo!

Fico aqui, com os olhos fechados, matando a saudades de uma lembrança que é só minha. De um céu que ninguém será capaz de apagar de minha memória.

Esse é um caminho que só eu conheço tão bem.