12.1.10

Na teia

Esse lance de “redes sociais” é realmente interessante.
De repente, você se flagra numa conversa super animada com pessoas super desconhecidas. Passou pela sua página de perfil e deu “Oi!”, pronto. Tá valendo. Já virou amigo. Não que isso seja ruim, mas é confuso, não?

Às vésperas de embarcar num cruzeiro de Carnaval, resolvi entrar numa destas comunidades de “melhores novos amigos” (que estarão no mesmo barco que eu, é claro), onde todos brincam, se divertem e boa. Será que vai ser assim durante a viagem? Será que todos serão tão bacanas? Será que celulite conta? Pelo jeito não. Melhor assim. Aliás, fo-da-se! Quem não quer ver estrelas que não olhe para o céu.

Voltando ao assunto (qual era mesmo?).......................... (ah, tá! lembrei!).
Pois é...
Acionar motores!
Soltar amarras!
Tripulação a postos!
Homem ao Mar! (Será? Espero que não)

Enfim... Eu nem ia para o tal cruzeiro, mas uma amiga me convenceu. Ela, louca por carnaval em Salvador. Eu, louca por sol e mar. Ela, queria que eu fosse para um dos blocos acompanhá-la (Ivete, Chiclete, Asa, etc). Eu, quero mais é ouvir o batuque de longe. Bem de longe, aliás. Festa no navio, Ok. Festa na orla de Salvador, tô fora. Ela, adora a folia do asfalto. Eu, a tranqüilidade dos camarotes. Ela, loira peituda. Eu, morena bunduda. Ela, advogada. Eu, produtora cultural. E assim vamos nós, convivendo muitíssimo bem com nossas diferenças.

Algo em comum entre nós? Sim. A gargalhada debochada, o humor negro, o extenso repertório de palavrões e uma vontade doida de viver, mesmo que de formas diferentes.

Taí... Talvez por isso estas redes sociais de tantos estranhos sejam tão divertidas.
Então, que venham os novos melhores amigos! Viva o Orkut!

8.1.10

Homem das Cavernas

Que o ser humano é uma espécie “animal do tipo evoluído” todos já estão cansados de saber...

O que mais me atrai no bicho homem é a sutileza com que seus instintos mais primários são inutilmente velados por padrões estabelecidos pela evolução da espécie.

Adoro observar. Sou uma ótima invasora da particularidade alheia. E, em um destes meus momentos de voyerismo, flagrei uma reação tão primitiva a uma ação tão humana... Pois é...


Todas, absolutamente todas, as pessoas usam perfume. Todas, sem exceção. Seja qual for. Mesmo. Vale do Toque de Amor (AVON) até J’adore (Dior) ou Chanel # 5 (Chanel). E, todas, todas as pessoas, tem exatamente a mesma reação ao passar seu eleito perfume. Observe, e se reconheça.

1º Passo - A eleição de sua opção daquele dia é feita de acordo com a marca que quer registrar, imprimir ao passar por qualquer ambiente que seja. A pessoa acorda mais (ou menos) doce, se sente mais (ou menos) ácida, quer se sentir forte e respeitada, então opta por essências amadeiradas, e por ai vai...

2º Passo – A inclinação do pescoço para trás é uma forma (inconsciente) de se entregar ao simples ato de se revelar quando aquele cheiro impregnar a sua pele. Os olhos se fecham e as narinas se abrem para um desejo incontrolável de absorver e se reconhecer em notas tão fortes (ou delicadas).

3º Passo – O Grand Finale. Uma inspiração profunda faz com que o corpo tome para si o tal cheiro e faça com que o indivíduo se comporte como J’adore, por exemplo. Os olhos se abrem, a cabeça assume a posição de ofensiva, olhos e pés se alinham em direção ao ainda desconhecido dia (ou noite) que vem pela frente.
Apenas uma coisa é certa. Seu cheiro pode seduzir, ou repelir, pessoas. Pense muito bem antes de eleger seu perfume.

Haverão aqueles que te desejarão e que reconhecerão em você (aliás, em seu cheiro – não esqueça de que somos animais) tudo aquilo que mais querem. Basta saber se você está preparado para lidar com isso.

Eu estou. Sempre.
Aliás, sou discípula de Marilyn Monroe (mas não na opção por Chanel, acho doce demais para alguém tão ácida quanto eu, prefiro Dior).
Obs.: Você corre o risco de perder o amante, mas não o marido, caso troque de perfume.

26.12.09

PSC



Pra quem está afim de verbetes ácidos e se diverte com humor irônico, aqui vai o link: http://twitter.com/AlexyMennel

Copo sempre cheio...

Bom... Vamos lá.
Essa ausência temporária foi até que boa...
Muitas coisas me passaram pela cabeça e quase vieram para aqui no blog, mas tive o bom senso de não publicá-las. Seria uma grande burrice.
Porém,... como quase nada me detém, e já está mais do que comprovado que não há filtro algum entre minha mente e minha boca (no caso do blog, minhas mãos e o batuque do teclado), volto à apontar o dedo em direção ao nariz alheio.


Engraçada a postura de alguns caras, não é mesmo?

Há aqueles que te querem e não tem coragem de te encarar. Te desejam de forma tão densa que se expõem de maneira estúpida e ingênua diante dos atentos olhos de esposas descontroladamente ciumentas. Não posso negar que isso foi divertido e fez muitíssimo bem ao meu ego. Adorei!

Outros acham que você os quer (demais - Puts!) a ponto de pegar um vôo para Salvador no dia 26 de dezembro e se jogar numa aventura absurdamente idiota (confesso que neste caso senti um pouco de raiva por me achar tão imbecil). Se há algo nesta vida que me irrita, e muito, é que subestimem a minha inteligência. Tolinho!

Tem um, ou outro, que se comporta como uma donzela (com aquele sorrisinho irritantemente besta), e finge não perceber até que ponto meus olhos já conseguiram despi-lo em meio a tanta gente, mesmo que a ocasião seja um show de rock’n roll. Um pouco irritante isso. Me dá uma certa preguiça.


Enquanto isso, penso em qual será a próxima oportunidade de ser servida por um cara deliciosamente atencioso, que manterá meu copo sempre cheio por algo que dividimos um grande interesse. Gosto desse jogo. Esse olhar ainda não correu do meu, tão faminto. É isso ai. Gostei desse cara.


Apesar de sempre haver muita gente observando cada segundo de minha passagem por qualquer que seja o lugar (mulheres infelizes e inseguras... aliás, o que seria do mundo das solteiras sem elas para nos criticar?), sempre me divirto. Muito!

Que atire a primeira pedra aquela que nunca curtiu ser desejada por todos os homens do mundo, mesmo que esteja vestindo uma regata, uma calça jeans rasgada e um all star sujo...

Pronto! Falei.

2.8.09

No Comments...


27.7.09

Super Heróis

Engraçado como assistir a nova versão de “Os Incríveis” traz uma sensação de curiosa de nostalgia. Uma deliciosa nostalgia.
Lembro de quando a grade da programação contava com A Mulher Biônica, o Homem de 1 Milhão de Dólares, Magnun (adorava aquela camisa florida dele), Esquadrão Casse A, A Super Máquina, Duro na Queda, MacGiver, Gold&Gold, Os Impossíveis, a Liga da Justiça, A Corrida Maluca, Jaspion (pois é, até o Jaspion faz falta), Os Três Patetas, O Gordo e o Magro, e afins...
Tenho saudades desse tempo. Os problemas eram menos, porém maiores.
Pois é, quando se é pequeno os problemas, por mais insignificantes que possam ser, tomam uma dimensão absurdamente grande.
Quem nunca se desesperou porque a roda do carrinho caiu ou porque o braço da Suzi se soltou de seu corpo?
Saudades daqueles tempos. Mais saudades ainda dos pequenos problemas.
Crescemos e os problemas são muito maiores e freqüentes. E como são!
Chega de lamúrias saudosistas e piegas.

Mostre-me seus super poderes.
Quero saber do que você é capaz.
Não me importa se vier mascarado ou não. Apenas tome cuidado para não enroscar sua capa na porta quando estiver chegando. Isso seria desastroso.
Prefiro que se enrosque em mim.

26.7.09

Audiência

São tantas as dúvidas que assombram uma mente só...
Como pode caber tanto em tão pouco espaço?
Não sei bem se o nome mais apropriado é “dúvida”.
Aliás este é o título de uma bela obra (rs... flashback!).
Enfim,... são tantas as questões que se tem, tantas escolhas, tanta preguiça...
Só de pensar em tanto que há pra se pesar e escolher em tão pouco tempo, e em tão poucas opções, dá vontade de pular esta parte da gincana. Que venha a próxima cagada!

Não entendo porque é que ainda me prendo à alguns falsos pudores. Sou tão descolada, debochada, e mal comentada, que não me faria diferença um título a mais, ou uma escorregada a mais.
Haverá, sempre, algum fdp, infeliz, disposto a fazer de minha vida, e minhas histórias, sua principal ocupação.
Pensando assim, já que ando meio à tôa, acho que está mais do que na hora de dar um pouco mais de trabalho àqueles que têm tempo, e interesse, para assistir cada um de meus novos erros.

25.7.09

Aliás,...

É tão impressionantemente óbvio o comportamento humano...
Nossa estrutura muscular é um dos exemplos mais simples de nossa estúpida (e maquiada) fragilidade. Exija demais de suas pernas em um dia e veja o quanto elas doerão no dia seguinte.
Assim é todo o resto de nosso denso material. Não há eteriedade. Não há força que não se finde.
Escolhe-se, então, por comodidade, o sedentarismo. A solidão.
Resta-nos entender isso.
Os músculos se cansam. Nossas mentes se cansam. Nossos corações se cansam.
Simples assim.
Quando a ausência de sentimentos é maior do que qualquer vontade de retomada, não há nada que nos faça mudar. É a vitória da ausência sobre a existência de ti ou de qualquer outro.
Sigo assim, repelindo a tudo e à todos.
Agora, a fumaça de meu cigarro se funde à do repelente.
Sinto muito. Aliás, nada sinto.

10.7.09

London Skies


O falso Fog Londrino, que tomou conta do céu de São Paulo, nesta tarde, não poderia ter trilha mais apropriada.
Privilegiado é aquele que conhece Jamie Cullum, e que consegue fazer do trabalho do pequeno grande músico uma trilha urbana de muitíssimo bom gosto.
London Skies é uma das mais belas músicas que já ouvi. Sua simplicidade é incrivelmente encantadora...
Ouça, leia, e tire suas prórpias conclusões...
London Skies:
Paint a picture,
Clear cut and pale on a cold winter's day,
Shapes and cool light wander the streets like an army of strays,
On a cold winters day.

Will you let me romanticize,
The beauty in our London Skies,
You know the sunlight always shines,
Behind the clouds of London Skies.

Patient moments chill to the bone under infinite greys,
Vision hindered mist settling low like a ghostly ballet,
On a cold winter's day.
Nothing is certain except everything you know can change,you worship the sun but now,can you fall for the rain...

9.7.09

Ressaca


Bem dizia um amigo querido, o Preto, que a ressaca moral consegue ser pior do que aquela que lhe é ofertada por um taça de vinho vagabundo do tipo “chapinha”.
Uma taça, apenas uma, é capaz de lhe fazer sentir cada uma de suas células, pulando raivosas em protesto à tua estupidez.
Ou não... Há tantos outros adjetivos que poderiam ser usados neste caso.
Células raivosas’ poderia ser substituído por ‘células enlouquecidas’, ou ‘extasiadas’.
‘Estupidez’ poderia ser trocada tranquilamente por audácia, ou transgressão. (Aliás, adorei isso! Me caiu como uma luva...)
Desta vez não foi vinho, mas.... a ressaca bateu forte no dia seguinte.
Há marcas que levarão alguns dias pra desaparecer..., mas não há nada que um bom corretivo não resolva...
Enfim... Deus abençoe os cosméticos... e os vinhos vagabundos!


Racionalizar algumas situações não é lá muito vantajoso. Ou você é, ou você está.
É preciso apenas entender, realmente, qual o estado atual. Isso é imprescindível para que a sua saúde psicológica e, principalmente, sua integridade física estejam aptas à levar mais uma taça adiante.

Salut!

13.6.09

Descendo a ladeira

Embora meu passaporte esteja desatualizado, já andei por territórios internacionais que sempre tinham algo bacana, coisas do tipo “cultura local”, que promovia muito bem o produto interno bruto. Ok! Eu e minhas piadinhas cheias de entrelinhas... (coisas de Chandler)
Desde que me lembro foram: Panamá, Itália, Síria, Polônia e Uruguai. Quem diria que a Bahia teria algo pra me fazer repensar meus passeios?
Pois é, a Bahia!
Ah, Bahia!
A malemolência, o gingado das rodas de capoeira, o acarajé, os Filhos de Ghandi, a pimenta...
Ui!
Arde! E como arde! O que mais arde é a vontade de voltar, de me lambuzar de tanto tempero, de tanto que há para experimentar logo ali, na Bahia!

Já se cantava há muito tempo “O quê é que a baiana tem?”
Não me interessam as baianas, e sim o tempero daquela terra.

De repente, água na boca e a vontade de descobrir cada cantinho da Bahia!

E os olhos claros...

http://espremendoolimao.blogspot.com/2009/04/os-olhos-sao-sabios-e-voz-ja-cansada.html
Não há que eu possa dizer pra agradecer...
Amo você Lari, minha amiga tartaruga de patins...

26.5.09

Quase tudo

Um dia desses, ouvia uma conversa de minha mãe e uma amiga. Esta não entendia como os filhos podem viver tão bem sozinhos. Não conseguia engolir a história de que alguém pode se sentar numa mesa de restaurante sem companhia. Ela dizia: “Eu jamais faria uma coisa dessas. Não sei como é que eles conseguem”. E minha mãe, com orgulho, apontou para mim e disse “Ela sempre ficou bem sozinha. Sempre foi independente e fez coisas que eu, realmente, não teria coragem de fazer. Viaja, vai ao cinema, sai para jantar ou tomar um café em uma destas boutiques que ela adora. Sempre sozinha, mas sempre muito bem e feliz. Eu tenho orgulho dela, da mulher que ela se tornou. Ela é forte e sabe muito bem o quê quer e o que lhe faz bem, o que a faz feliz, mesmo que seja esta saudável solidão”.

Há duas semanas ganhei de um amigo muito querido, o Preto, o livro Quase tudo, de Danuza Leão. Aliás, foram vários livros que o Preto me deu, mas este, como ele mesmo disse, o Quase tudo é um guia de sobrevivência, um manual para se livrar de tudo aquilo de infeliz que alguém possa causar a si próprio.
Danuza é fantástica. É inteligente e refinada demais. Uma diva.
Logo nas primeiras páginas do livro, ela dispara uma reflexão que me fez pensar por dias, até que eu tivesse a certeza de sua profundidade e de nunca ter visto alguém dizer nada parecido com isso, com tanta autoridade e segurança: “Comecei a desconfiar que o amor não é tudo; até é, enquanto se está amando, mas, para viver uma paixão, é preciso renunciar à própria vida, uma opção perigosa que não costuma ser eterna”.

Pois é... Até onde vai o direito de alguém impor sua vontade e querer que você se dobre diante de seus desejos? Até que ponto é inteligente ceder ao convite de alguém que diz ser capaz de lhe fazer plenamente feliz?

São tantas as promessas...

Prefiro continuar viajando sozinha, e passeando pelas escadas rolantes dos aeroportos. Assim, continuo bisbilhotando o mundo dos outros. Afinal, cada um, um mundo.

13.4.09

Se...


Se eu tivesse sido mais afetuosa e menos briguenta...
Se eu tivesse baixado minha guarda e me feito ler mais frágil...
Se eu tivesse me entregue a cada obstáculo e me colocado de maneira passiva diante de tudo...
Se eu tivesse dito mais vezes EU TE AMO e não tivesse me escondido atrás de um senso impiedoso de responsabilidade...
Se eu tivesse sido menos parecida com você e não me apresentasse de forma tão dura...
Se eu tivesse feito de minhas responsabilidades algo tão menor e não os tivesse tomado como tão prioritárias...
Se eu tivesse uma segunda chance e fizesse tudo diferente...

Há tanto pra dizer, pra dividir...
Há tanto pra sentir, pra viver...

Foram 32 anos de amor, dedicação, coragem e resignação. Seria injusto tentar resumir todo este tempo em uma única frase.

Se fosse me dada uma última chance...
Se eu tivesse esse direito, eu diria o seguinte: Eu te amo, pai. Eu sempre amei. Sempre briguei pelo senhor. Sempre fui leal ao senhor. Nunca permiti que o senhor fosse desonrado ou ofendido. Carrego comigo muitas histórias que colecionamos ao longo de nossas vidas. Histórias felizes e não tão felizes. Histórias de força, coragem, determinação e muitas, muitas, batalhas. Do senhor recebi o melhor dos exemplos de dignidade. Tenho que agradecer à Deus por cada minuto que me foi dado ao seu lado, mesmo com todas as nossas brigas, mas foram estes que fizeram com que o meu caráter fosse formado da maneira como foi construído. Obrigada por tudo, meu pai. Obrigada pela minha vida, pela sua, e por tudo o que o senhor me ensinou durante todos estes 32 anos. Me perdoe por todas as falhas que eu cometi, por todas as faltas que eu possa ter tido com o senhor. Me perdoe por eu não ter dito mais vezes que eu te amo, pai.
Eu sempre amei!

5.1.09

Good Luck

Eis uma das parcerias mais bem sucedidas que já via até hoje...

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, Boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto não mudará

Tudo o que quer me dar
É demais, é pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas desleais

That's it
There is no way
It's over
Good luck
I have nothing left to say
It's only words
And what
l feelWon't change

Tudo o que quer me dar (Everything you want to give me)
É demais (It too much)
É pesado (It's too heavy)
Não há paz (There's no peace)
Tudo o que quer de mim (All you want from me)
Irreais (Isn´t real)
Expectativas (Expectations)
Desleais

Mesmo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa que o aconselha
Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais

Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who advises you
There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special people in the world
So many special people in the world... in the world
All you want all you want

Now we're falling, falling into the night,
Falling, falling into the night (bom encontro é de dois),
Now we're falling, falling into the night,
Falling, falling into the night.

27.12.08

Tic Tac Tic Tac Tic Tac

15 anos é o tempo que se leva para realizar um sonho.
15 anos é o tempo que se leva para colocar um grito, um choro, pra fora de forma dolorida, feliz e verdadeira. Uma PRECE abençoada pela chuva fina.
15 anos é o tempo que se leva pra saber que valeu a pena esperar!



STICK & SWEET
é a tradução de tudo o que se pode esperar de melhor e grandioso.

Tive a melhor companhia que o momento pedia. Minha irmã foi a testemunha de um sonho que levou 15 anos pra se realizar. Fomos banhadas por uma garoa fina, pela música, pela riqueza de cada detalhe, pela beleza de tudo o que vimos, pela magia de um momento tão único.

Em meio à LIKE A PRAYER, as mão estendidas aos céus, o choro, o grito, o refrão que teimava em ser dito e fazia a garganta doer, o coração apertado pedia que aquele momento não acabasse nunca, o abraço de quem tanto amo e que entendia toda aquela emoção fez com que eu percebesse o quanto tudo aquilo era incrivelmente indescritível.

Fora o ticket e a pulseira VIP, me restam as lembranças de todos os detalhes que guardarei na memória até o último de meus dias (a entrada no Morumbi, a descida da rampa que dava vista para as arquibancadas lotadas, a primeira lágrima da noite, as olas que rolavam de um lado até o outro, os aplausos, o apagar dos refletores que anunciava o início de tudo, cada led do mágico telão, cada ponto de luz projetado no palco, cada nota, cada segundo, cada uma das batidas sincronizadas de meu coração junto às pancadas que eram atiradas pelas músicas contra milhares de pessoas).

Obrigada, João, por ter me dado esta oportunidade, por ter realizado um sonho tão antigo e precioso!
Obrigada, Alfredo, por ter sido tão honesto e ter agido de forma tão correta!
Obrigada, , por ser sempre tão companheira, tão amiga, tão irmã!

Thanks, Madonna!

Faço dela minha melhor e mais inspiradora referência.
Sou discípula da provocadora e insinuante mulher que há tanto tempo conquista à tudo e à todos!

Que eu possa ocupar tantos pensamentos quanto ela!

Que assim seja! Sempre!


Nunca entendia as pessoas que choram na plateia durante aqueles shows que assistia em DVDs. Não faziam sentido. Poxa vida! Estas pessoas não deveriam estar felizes? Agora tudo faz sentido! Elas estavam!

25.11.08

O Bispo e o vespeiro.

A sensação de ver ¨algo¨, que você tanto deseja, tão perto, é perturbadora! Acredite!
Ele estava logo ali, na vitrine. Continua lindo, encantador e incógnito. Como sempre foi. Como sempre o tive em mim, mesmo sem, efetivamente, tê-lo.
Sim, já o toquei. Experimentei algumas vezes e isso o torna ainda mais interessante. Intrigante. Inesquecível. Inquietante.
Como pode ser tão absolutamente belo?
Como pode fazer com que todo o meu sangue borbulhe de maneira tão rápida e provocar um violento flashback de tudo aquilo que me esforço tanto em manter adormecido?
Salivei. Muito. Há tanta vontade,... tanto desejo de o levar comigo pra qualquer que seja o lugar, já que és tão completo, tão versátil.
Quando me vi ali, na tua frente, meu reflexo era tão nítido, tão familiar. Nele, me reconheço com a mesma facilidade com que me lembro de cada detalhe seu. Isso é delicioso...
Pensei em entrar... Em experimentá-lo mais uma vez e me despir e depois me vestir outra vez...
Não o fiz. Agora, me sinto covarde por tanto falso pudor.
Tarde demais...

Talvez tenha sido melhor assim... Se eu tivesse feito o contrário, teria acordado todo o vespeiro...
Me resta dormir ao som de tantos zumbidos revirando minha aparente tranquilidade...

1.11.08

Cada um, um mundo.

Pois é...
Há, realmente, muitas pessoas sozinhas.
Acho que, com o tempo, passamos a ter um pouco de preguiça de muitas coisas, inclusive de pessoas pouco interessantes, pouco consistentes.
Cada um, um mundo. Você tem razão. Fica mais fácil assim. Quanto menos interferência, melhor.
Com isso, o tempo passa e o número de pessoas "que valem a pena" diminue.
Sorte a nossa! Será? Prefiro acreditar que sim!

Trago para o meu mundo apenas o melhor que consegui colher até agora.
Continuo, sozinha, descendo as escadas rolandes do aeroporto. E quer saber? Isso não me incomoda! Tenho mais tempo de observar o mundo dos outros!
Saudades!
Beijo Grande.

31.10.08

BlackOut

Eu, particularmente, gosto das noites em que há falta de energia elétrica.
Engraçado!
Isso me faz lembrar de minha infância, uma época em que isso acontecia com certa frequência. Era uma ocasião que, obrigatóriamente, o diálogo e o convívio familiar se punham à prova.
Minha mãe corria para ascender o maior número de velas que encontrava na gaveta do armário da cozinha. Meu pai pegava um rádio à pilhas que dificilmente era ligado quando a rede elétrica funcionava sem problemas.
Sempre procurávamos pela tal lanterna que só era enontrada dias depois, quando já não tinha utilidade. Conversávamos muito, ainda mais do que o habitual.
Eu e Minha irmã bincávamos com as sombras e acabávamos, quase sempre, achando graça em joga rouba monte ou algo parecido enquanto minha mãe terminava de preparar o jantar, que seria servido à luz de velas.
Que saudades daquela época!
Era gostoso espiar, do quintal de casa, os apartamentos do prédio da outra rua. Ficávamos de olho nas janelas lá do alto e assistíamos o movimento da luz das velas naqueles quadradinhos onde, vez ou outra, alguém aparecia para conferir a escuridão.
Depois da instalação de uma nova rede elétrica na região, estas noites se tornaram raras. Mas, quando, eventualmente, por conta de uma chuva muito forte, como hoje, vem à mente a lembrança das brincadeiras no escuro e do frio que dáva na barriga quando as luzes todas se apagavam e davam início à tantas idéias, conversas e risadas.
Engraçado…
A lnaterna continua escondida em algum lugar…
Melhor mesmo não encontrá-la.
Só assim é possível assistir a dança das luzes das velas.
Boa noite!

22.10.08

Espremendo o limão

Não há muito pra se dizer quando o assunto é alguém tão fora do comum, tão único.
Seria injusto por, certamente, faltarem palavas. Ou licenças poéticas.
Vai muito além do que apenas dizer, ouvir ou ler.
É precisco sentir.
Vale, e muito, a pena conhecer o garoto dourado de unhas vermelhas.
Permita-se experimentar o doce que o limão tem pra lhe oferecer.
Visite o espremendo o limão, de Lari.
Tenho certeza de que há muito o quê aprender por lá.

Menina, um beijo enorme e obrigada por tudo o que, sem perceber, me ensinou.

21.10.08

Constelação

Há fases meio complexas nas nossas vidas em que todas as sombras parecem muito maiores do que seus donos, os anões que alimentamos diariamente com tamanha insatisfação em relação a tanta gente sem real importância…
Então… Por quê não?
Um dia desses passei por uma consulta com um astrólogo, super bem recomendado. Aliás, agradeço muitíssimo a oportunidade, Hélio.
Pois é…
É curiosa a maneira como alguém pode falar a seu respeito, sobre suas intimidades, porquês e manias, com tanta segurança e propriedade. É a mesma sensação de se olhar nú no espelho e negar suas imperfeições. Difícil esconder algo de alguém que lhe lê num emaranhado de traços, planetas números e estelas como um médico que analisa a farmacopéia ou bula de algum remédio.

Quando comentei com uma amiga que passaria por esta experiência, algumas horas antes do encontro com o meu mais novo “professor”, ela me disse “Não tenho vontade de falar com um astrólogo sobre eu mesma, até porque já me conheço. Eu gostaria, sim, talvez, de conhecer a vida, as características e a pesonalidade de alguém que eu ainda não conheça o suficinte…”

Agora, depois de ter entendido o fundamento de tantas questões tão íntimas, aquelas que nego despida diante de meu imperfeito reflexo, posso dizer que esta minha tão querida amiga está enganada.

Quer saber o que foi que ele falou?

Te conto isso uma outra hora…

Boa Noite!

20.6.08

Centenário

Só hoje me dei conta da preciosidade que tenho em minhas mãos. Aliás, muitíssimo obrigada à Editora Revan pelo envio do exemplar do livro RIO, que reproduz uma carta escrita (à mão) por Oscar Niemeyer em 1980. Este título ainda não foi oficialmente lançado, mas já desfruto de sua riqueza graças à gentileza da editora responsável por mais esta obra fantástica. Em breve você poderá encontrá-lo à venda nas prateleiras das melhores livrarias.
É magnífica a sensação de ler uma carta escrita (ainda bem que Niemeyer se tornou arquiteto, pois como caligrafista era lamentável) à próprio punho pela maior e mais respeitada referência de arquitetura e urbanismo do país. Confesso que me senti como se eu tivesse encontrado rascunhos de alguém que não conheço em algum baú perdido por ai. E, que há medida que as palavras correm numa descrição riquíssima em detalhes do Rio de Janeiro na década de 80, já enfrentando a inevitável e infeliz verticalização, eu tenho a sensação de que conheço o Rio e o autor da tal carta tão bem à ponto de sentir-me andando pelos passeios de Laranjeiras ou cruzando os arcos da Lapa em tão boa companhia.
Niemeyer é, simplesmente, sensacional!
O livro é cheio de vida. É tão esplendoroso... Seu texto cheio de rabiscos... Seus rascunhos de projetos... Seus protestos... Suas previsões tão absurdamente certas... Não é à toa que Niemeyer completa 100 anos. Não há tempo suficiente para guardar tantas histórias, tantos sonhos, tantas idéias maravilhosamente surpreendentes. Espero que ele viva mais cem anos. Talvez assim eu (e todos os brasileiros) possa (mos) nos dar conta do quão valioso é este homem.
Há muito tempo não me sentia tão satisfeita com uma obra como esta.
Parabéns ao Niemeyer!
Parabéns à
Revan
!

10.6.08

Censura


Sábio aquele que a criou. A censura.
Melhor calar tudo aquilo que pode ferir.
Será?
Calo-me. Acabo por ferir-me, então.
Meu Deus! Tenho vontade de chamar-te. Na verdade, gritar teu nome. Muito! Bem alto!
Não posso!
Censuro-me.

Tiro teu nome do texto. Quão covarde sou.
Reescrevo-te. Respiro fundo. Coloco-me nua diante de tanta censura. Não... Não posso.
Retiro-te, então, de minhas páginas. Mesmo que de forma infeliz. Porém, não definitiva.
Posso não escrever sobre ti. Posso não registrar tua presença constante, e perturbadora, em muitos de meus ensaios.
Me resta guardar-te apenas em meus rascunhos. Quem sabe um dia... a tal censura nos libere de tantas ânsias... de tantos sussurros.

13.5.08

Retomada



É engraçada, além de verdadeira, a história de que a vida é feita de 'ciclos'.
Por tempos me abstenho da escrita ácida, e por vezes debochada, neste blog.
Culpa dos tais ciclos... Acredite!
Há sempre muito que se escrever, coisas demais para registrar. Porém, às vezes, é melhor calar. Eu diria ainda que, é melhor soltar a caneta e fingir não perceber tantas folhas brancas que me fazem companhia todas as noites.
Agora, me vejo diante delas novamente. Já não consigo fingir que não estão ali esperando pelo ritmo frenético com que minha mão as rabisca. Talvez sintam cócegas. Ou, quem sabe, dor.
Enfim,... volto.
Exponho a mim, e tantos outros.
Coloque-se diante de mim de uma forma clara para que eu possa te trazer para dentro de minhas tantas linhas.
Mostre-se.
Fique à vontade.
Permita-me escrever sobre ti.
Prometo que não vai doer. Você pode até gostar... Muito!

1.4.08

Medo do quê?

Toda minha raiva faz com que minha caneta corra freneticamente pelo papel, na mesma velocidade de meus pensamentos.
Toca o telefone... Mais uma troca de 'doces' palavras.
Hunf... Lacanianos... Argh! Prefiro os discípulos de Freud.
Como é bela e inteligente a ironia que lapida minhas palavras com o passar do tempo. Um constante exercício de refinamento....
Desligo.
Mais uma sucessão de doloridos arrepios...
Meu sono se foi... Parte do encanto também...
Dizer que não quer o mau de alguém, não significa querer bem....
Há muitas lacunas em tuas palavras... Muitos "se"... Muitos atos falhos...
Desaprendi a me afastar em retirada estratégica. Mas, eu sou assim...
Reaprendo ainda mais rápido do que tudo aquilo que aprendi (e experimentei) junto de ti.
Um pena... Pena que tenhas tanto medo de teus fantasmas, de tuas histórias que acreditei terem sido encerradas. Tolice minha.
Ingenuidade.
Ainda há muito que você escrever até que finalize, realmente, tuas outras histórias, até então inacabadas.
Só assim serás capaz de empunhar inspiradamente a caneta numa folha branca... Sempre à tua espera.

Quer mesmo que eu diga qual é o teu medo? Melhor não. Acredite.
A dureza de minhas palavras é tão densa quanto a doçura de meus afagos.


Boa noite.

15.2.08

Tempo


Por que é que o homem insiste em tentar controlar o tempo na ânsia de abreviar tudo o que ele traz consigo?...
Estupidez!
Anônimos astronautas que se imaginam deuses.
Formigas. Apenas isto.
Respeitá-lo (o tempo) é sábio.
Mas,.... quem é capaz disso?
Há pressa para tudo, o tempo todo.
Aceitá-lo como elemento absoluto e imutável é difícil demais! Um aprendizado complexo e cheio de frustrações.
Há espera para tudo, o tempo todo.
Cabe à você aceitar esta regra. Apenas à você....

Não me enquadro nisso, continuo desafiando-o. Brigando pra que ele seja mais veloz e para que, em alguns momentos, ele pare. Fico na espera de que o silêncio reine. Talvez assim eu consiga ouvir a tua respiração sem nenhuma interferência.

10.12.07

Beatriz

(de Chico Buarque)

Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela mora no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha
Será que ela é louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se o arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela mora no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha
Será que ela é louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se o arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida

Invasão de privacidade


É claro que sim.
Eu quero saber.
Você não?

Há tanto para invadir.

Cada um de teus pensamentos, reflexões silenciosamente longas, são preciosos demais...
Permita que eu os invada.
Mesmo que de uma maneira velada, mostre-me o caminho.
Tomo teus pensamentos, teus segredos e tuas fraquezas, como meus. Com isso, tomo também tua mente, teu corpo e tua alma.
Te esvazio daquilo que não convém.

Depois de violá-los, guardo-os em mim.
Este, é um crime meu, e não divido a pena com ninguém.
Honro-a, sempre!

E, silenciosamente, me viro em meu próprio eixo. Meus calcanhares me posicionam em fuga.
Corro do teus, e dos meus, pensamentos.

Preservo, assim, a tal privacidade...

8.11.07

Super-Homem, a canção.

Um dia vivi a ilusão de que ser homem bastaria
Que o mundo masculino tudo me daria
Do que eu quisesse ter

Que nada, minha porção mulher que até então se resguardara
É a porção melhor que trago em mim agora
É o que me faz viver

Quem dera pudesse todo homem compreender, ó mãe, quem dera
Ser o verão no apogeu da primavera
E só por ela ser

Quem sabe o super-homem venha nos restituir a glória
Mudando como um Deus o curso da história
Por causa da mulher

Quem sabe o super-homem venha nos restituir a glória
Mudando como um deus o curso da história
Por causa da mulher

Amarras e Horizontes


Soltem as amarras! Não é isso que os marujos gritam quando deixam o porto? ...Quando se arremessam à mais uma grande e movimentada travessia, que leva à um novo porto. Uma nova casa. Uma nova vida.
É assim que deve ser.
Solte suas amarras! Entregue-se ao mar. À vida. Banhe-se de sol e mar. De luz e novos prazeres.
Desista de manter à vista um porto no qual você já não está mais ancorado. Só assim, conseguirá chegar, e desfrutar, de uma nova praia. Um novo Porto.

O velho porto.
O desprendimento. A coragem.
Um marujo.
O horizonte que o rodeia. O isola.
O silêncio.
Um momento de recolhimento. De descobrimento. De aprendizado.
Uma nova praia. Um novo porto.
Uma nova casa. Uma nova vida.
Um bravo, maduro e feliz marujo.

Admiro os marujos... Me encanta a coragem e a determinação que eles têm.

27.9.07

Leia-me

Infinito Particular
(Arnaldo Antunes/Marisa Monte/Carlinhos Brown)

Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim

Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular

Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber

Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular

11.9.07

O canário do vizinho


Impressionante essa história de que o canário do vizinho sempre canta melhor e mais alto que o seu.
É verdade! Preste atenção.
Há quem diga que isso é questão de azar (seu). Ou, sorte (do vizinho).
A questão é: Por quê?
Será que não é pelo mesmo motivo que o jardim do outro vizinho é mais florido e colorido que o seu?
Mas,... quando foi a última vez que você cuidou do seu jardim?
E do seu canário?
Sei que isso tudo parece meio previsível. Piegas. Típico de livros de auto-ajuda.
Detesto estas prateleiras. Nas livrarias que frequento, nunca passei por estes corredores. Juro!
De repente, me vejo num momento 'canário do vizinho'.
E olha que nem canário eu tenho, hein...
Tenho me flagrado em flertes descarados à gaiola que fica do outro lado do muro.

Meu jardim? Tenho cuidado dele, sim. Sempre. Mas me falta som.
Falta o canário.
Se você me disser que canta bem, te coloco junto às minhas flores.
No meu jardim.

Sim, elas falam.

Bate outra vez,
com esperança o meu coração
Pois já vai terminando o verão, enfim

Volto ao jardim,
com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar,
para mim

Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam,
simplesmente as rosas exalam,
o perfume que roubam de ti

Devias vir,
para ver os meus olhos tristonhos,
e quem sabe sonhavas meus sonho,
por fim.

As rosas não falam, de Cartola.

4.9.07

Feliz Ano Novo!


Sim. Feliz Ano Novo!

Feche os olhos.
Faça um pedido.

Posso ouvi-lo daqui...

3.9.07

Soma



Não consegui escrever...
Encarei o caderno por minutos. Nada.
A caneta não corre por suas linhas.
Há tanto à dizer. Mas, não às folhas brancas. Frias.
Prefiro o colorido dos teus olhos. O calor.
Hoje não.
Não seria justo escrever.

Mais uma vez, com a janela aberta e uma xícara de chá nas mãos, somo você à mim. Apenas.

Afinal, 5+5= 10, que é igual a 9+1, ou 8+2.

Janela



Essa noite me dei conta de que nunca fecho a janela do meu quarto. Nem mesmo quando vou me deitar.
Por que será?
Pensei nisso.
Bom, talvez seja TOC, mas acho que não...
O quê me veio à mente foi a espera...
Pelo quê será que tenho esperado?
Só depois de me fazer essa pergunta, percebi que, mesmo antes dela surgir, eu já tinha a resposta.
Quer saber qual é?

Então, entre. Atravesse a janela e espere por mim.
Te conto mais tarde, quando for me deitar.

29.8.07

Fome


Jantares à dois são sempre românticos... Engano seu. Podem ser muito mais que isso. Acredite!
Tem jantar que começa bem e termina com um gosto amargo.
Tem jantar que termina antes mesmo de começar.
Tem jantar sem sal. E, também, sem nenhum cisco de açúcar.
Tem jantar que promete, e não cumpre.
Tem jantar despretensioso que vira um banquete.
E tem jantar que nunca termina. Talvez, por ser ruim. Ou, algumas vezes, porque foi muito, muito, bom.
Tem gente que sabe lidar com os talheres com maestria. É bonito de se ver.

Pois é... Difícil é quando o jantar termina e a fome continua.

Preciso de companhia pra matar a minha fome. Detesto comer sozinha.

Por falar nisso, aceita jantar comigo essa noite?
Adoro a tua companhia.

Sob encomenda


GERÂNIO (ouça)
(Nando Reis/Marisa Monte/Jennifer Gomes)

Ela que descobriu o mundo
E sabe vê-lo do ângulo mais bonito
Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes
Sente e vive intensamente

Aprende e continua aprendiz
Ensina muito e reboca os maiores amigos
Faz dança, cozinha, se balança na rede
E adormece em frente à bela vista

Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda

Conhece a Índia e o Japão e a dança haitiana
Fala inglês e canta em inglês
Escreve diários, pinta lâmpadas, troca pneus
E lava os cabelos com shampoos diferentes

Faz amor e anda de bicicleta dentro de casa
E corre quando quer
Cozinha tudo, costura, já fez boneco de pano
E brinco para a orelha, bolsa de couro, namora e é amiga

Tem computador e rede, rede para dois
Gosta de eletrodomésticos, toca piano e violão
Procura o amor e quer ser mãe, tem lençóis e tem irmãs
Vai ao teatro mas prefere cinema

Sabe espantar o tédio
Cortar cabelo e nadar no mar
Tédio não passa nem por perto, é infinita, sensível, linda
Estou com saudades e penso tanto em você

Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda

28.8.07

Ensaio

Penso muito. Até demais.
Escrevo pouco.
Pelo menos, com relação ao tanto de coisas que penso.
Rabisco o que já havia escrito. Desprezo as tais linhas porque penso demais, e acabo achando melhor não escrever tanto sobre isso. Ou aquilo.
Sigo assim. Pensando, escrevendo, rabiscando...
Até que é legal. Me faz bem.
Pelo menos alguém leu, os rabiscos.
Eu.
É o suficiente.

Se você quiser, te empresto um de meus rascunhos.
Rabisque-os quando terminar de ler.

27.8.07

Mãos que falam... II



Manja aquele frio na barriga?!....
Aquele lance de entortar os pés sob a mesa enquanto fala ao telefone com alguém?...
Pois é...
É isso!

Nunca fui muito boa em dizer o que penso, ou o que sinto... mas a pouca habilidade em verbalizar foi substituída pela agilidade das mãos, em escrever (e todo o mais que vier). Em transcrever aquilo que passa pela minha cabeça e deveria passar, também, pela minha boca... Chegar até o teu ouvido. Um sussurro. Ou um grito. O quê quer que seja... Um som. Mesmo que desafinado, como quando canto no chuveiro... Meu Deus, insisto em chamar 'aquilo' de cantar... Acorda, Alice!
Mas não... Não faço isso. Apenas olho!
Meu olhos...
Tagarelas que são...
Me entregam...
Sou a tradução, a materialização, do chavão 'caras e bocas'...
É assim!
Sou eu!
Há quem me chame de Polly Prince. Talvez, um dia, você entenda o motivo.
Um furacão silencioso que instala a desordem e tantas delícias. Tantos risos. Simples assim.

Então,.. onde é que eu estava mesmo?
Não sei.
Me perdi.
...e acho que foi em você...

24.8.07

Nem todo Brasil vai dar...


"Corações a mil"

Minhas ambições são dez / Dez corações de uma vez / Pra eu poder me apaixonar / Dez vezes a cada dia / Setenta a cada semana / Trezentas a cada mês.
Isso sem considerar / A provável rebeldia / De um desses corações gamar / Muitas vezes num só dia / Ou todos eles de uma vez / Todos dez desatarem a registrar / Toda gente fina / Toda perna grossa / Todo gato / Toda gata / Toda coisa linda / Que passar.
Meus dez mil corações a mil / Nem todo Brasil vai dar...

À amiga Fernada Porto, Saudades!

23.8.07

Quando eu crescer...


Dia desses, eu conversava com um amigo sobre as árvores.
Coisa de fim de noite, num dos bares da Vila Madalena. Ah! Santa Vila Madalena...
Sim, árvores. Essas que vemos nas calçadas, espalhadas por toda a cidade.
Não é incrível o quanto elas são auto-suficientes? É assim que elas são. Fortes.
Não há quem as regue. Pelo menos, eu nunca vi! Você já viu? Duvido! É isso que eu quero ser quando eu crescer... Uma árvore.
Então,... voltando ao papo com este meu amigo... Depois do terceiro copo, o cara tentava me convencer de que eu deveria ser uma flor, e não uma destas árvores auto-suficientes. Hummmm....... Sei....... Disse que as flores requerem cuidados, precisam de luz, de alguém que as cultive, as regue. Que todos gostam da flores. Que são belas, e perfumadas. Que são mais fáceis de levar de um lado para o outro. São leves e coloridas.
Bom, naquele instante, virei flor.
Descobri, no quarto copo, que deveria ter parado no terceiro.
Ah! se eu tivesse pensado um pouco melhor...
As flores murcham. Perdem a cor, o perfume. Secam.
Passado um tempo, o desejo de me tornar uma árvore é ainda maior.
Minhas raízes se enroscam longe dos olhos de todos.
Despejo minhas sementes ao ar. Sopre. Leve-as pra onde quiser...
Sou capaz de brotar e florescer em qualquer que seja o lugar...
Flores? Sim, eu as tenho, tatuadas em mim.

Sim, São Paulo.




Sonata da Última Cidade, de Renato Modernell, é uma obra genial.

Um presente aos apaixonados por São Paulo.

Uma fusão espetacular do delicioso texto de Modernell com as intervenções da personagem Umberto Carlini (antes,Gaudio), um napolitano que desembarca do vapor italiano, no fim do século XIX. A obra passeia por São Paulo de forma romântica, maravilhosamente bem escrita.
Imagine acompanhar Umberto durante a chegada da Cia. Light, emocionar-se com a chegada dos primeiros bondes que trilhavam as ruas da cidade, assistir aos ingleses que insistiam em chutar uma bola de forma estúpida e desajeitada, os ônibus, o inimaginável metrô.

Crescimento frenético e desordenado. Este (ainda) é o lema da desenfreada São Paulo.

Não é à tôa que a megalópole, tão bem retratada, rendeu ao autor o Prêmio Jabuti.....
À Modernell, minha grande admiração.
À São Paulo, minha eterna e devotada paixão.

Então...


Há dias não publico nada por aqui...
Achei melhor poupar o blog de textos sem importância...
Isso não quer dizer que não tenho pensado em nada importante nos últimos dias.
Mas é que... há coisas que não fariam sentido algum (se publicadas).
TPM. Talvez, seja o motivo de tanta confusão.

Bipolar, eu? Acho que não...

8.8.07

Bravo!


Foi inaugurada na noite de 08/08/2007, no SESC-Pinheiros/SP, a Sala Paulo Autran de teatro.
Sem nenhum exagero, uma das mais belas homenagens que assisti.
Chorei. Não com um tom de despedida, mas pela espera de um novo Autran.

Paulo é único. É Autran. É deliciosamente grande. Não cabe num livro, numa história. Merece uma prateleira toda que exponha suas obras, sua vida.

O vi dizer, no vídeo institucional preparado para a ocasião pelo SESC, coisas nas quais poucos refletem. Acho por bem dividir.

"O tempo passou e não me dei conta disso...
Eu não tinha estes olhos tristes, estas mãos trêmulas e frias.
Meu olhar, minha alma, não eram assim. Vazios.
Como pude não perceber isso? ...O tempo que passou..."

Think about this...

Junto de amigos apaixonados pelo trabalho do ator "Top Of Mind", sinto (muitíssimo) por ver que o tempo é realmente impiedoso e inevitável.
Um destes, especialmente, tenho a certeza de que se entregará aos tablados com ainda mais paixão, seguindo os passos de seu professor. Seu pai no palco.
À este, meu enorme carinho e a torcida pra que ocupe, também, uma prateleira ao lado da de Paulo Autran.

Aplausos, Paulo!
...Que venha seu 'D'iscípulo!

Todos. Somos almas atormentadas, que passam a existência tentando agradar os outros em troca de aplauso...

7.8.07

Un Ange Passe

Pra quem gosta de música, experimentar De-Phazz é necessário.
Conheci através de um amigo (crítico musical), há um bom tempo, que me trouxe o cd afirmando que eu adoraria ouvir aquilo. Ele tinha razão.
É claro que, como tudo, deve ser saboreado de forma desarmada. Sem nenhum pré-conceito.
De-Pazz é diferente. A versatilidade do álbum Natural Fake é tão impressionante quanto a voz de Angie Jones.
Un Ange Passe, uma das minhas preferidas (tem um ar meio 'desmaiado' e 'escorregadio'), abre o cd avisando que o quê há pela frente é, realmente, muito bom.
Experimente. Tudo cheira à jazzy, à lounge music da melhor qualidade.
Pode acreditar!

2.8.07

Soul Vaccination


Yes! Tower of Power é o nome da banda.
Pra quem nunca ouviu falar,
aproveite a oportunidade!
Estes caras têm uma particularidade, os metais.
Sim. A banda da década de 70 tem um som quebrado, cheio de contratempos. Coisa pra encher os ouvidos de quem gosta de obscure funk...
Pois é... É assim que rotularam as bandas de funk não tão comerciais daquela época. São espetaculares, porém pouco conhecidas.
Tudo cheira a Lado B. Por isso, nunca deixe de ouvir um álbum até o final...
Você pode estar perdendo o melhor dele sem saber...
O som do Tower of Power tem um tom debochado, talvez pelas frases swingadas dos metais (pra quem não sabe, os metais são os instrumentos de sopro). O tecladista remete um pouco ao timbre usado por
Stevie Wonder , em Superstition.
Coinsidência? Acho que não!

1.8.07

Gosto, sim! Muito!



Acho engraçado pessoas que têm tanto pudor em confessar.
Já descobri que não adianta eu disfarçar.
Está estampado no meu rosto.
Gosto, sim! Muito!
Tem coisa melhor do que olhar no olho e saber que secou a garganta de alguém? Que faz tremer, suar a palma da mão...
Não. Não tem.
Ver o peito se encher de ar... e (tentar) manter o mesmo tom da pele. Inútil.
O corpo fala. Demais. Te entrega.

Tentar invadir o pensamento do outro.
Tá ai uma coisa que eu gostaria de aprender... ISSO eu ainda não sei.

26.7.07

Mãos que falam...


Não te contaram?
É verdade!
As mãos falam... Algumas, até demais.

Pense no quanto a mão de um guitarrista é capaz de falar. Que sejam frases graves ou agudas. Ouça-as, com atenção.
E as dos jornalistas, então. Tagarelas.
Gosto do quê dizem as mãos dos bons escritores. São incríveis as histórias que elas contam.
Tem mão que consegue dizer que ama, num gesto simples.
Há mãos que te mandam pra cada lugar que até Deus duvida que exista.
Pois é... Cada mão com o seu apelo...
Puts! Tem mão que narra, enquanto toca, de forma delicada, casual ou indiferente. Outras dizem que têm fome. Muita!

E as tuas? O quê têm dito ultimamente?
Me conta?

Kind of Blue



O melhor?
Antes de dizer que sim, ouça tudo o que ele já fez...
Miles Davis, com seus sussurros poéticos, é inspirador. Você vai entender isso quando ouvir So What. Vale (e muito) ficar atento aos solos de Coltrane, no sax.
Isso é o que eu chamo de conversa de gente grande.
Na década de 50 o jazz não tinha tantas vertentes como hoje, ainda assim, na minha opinião, esta foi a melhor fase do gênero.
Gênios, como Davis, surgiram nesta época de uma maneira despretensiosa.
Criadores.
Hoje, referências.
Reverenciados.

Não há quem resista à uma boa companhia, um bom vinho, e ao hipnotizante trompete de Mr. Davis. Acredite!

25.7.07

Ben Quem?


Então,... sabe aquele show que os ingressos esgotam em poucas horas de bilheteria aberta? Pois é! Eu fui em um desses sem ter a menor idéia de quem era o cara.
Ganhei dois ingressos e resolvi colocar um amigo nessa roubada junto comigo. Imagina que eu perderia a oportunidade. Afinal, sacanear amigos é a minha especialidade.
Pois é.. Foi assim que aconteceu.
Bebemos um pouco. Demos muitas risadas. O tempo passou.
Tinha um gordinho que insistia em 'secar' esse meu amigo. Tenho certeza de que ele (primeiro vai me odiar, mas depois...) vai dar uma gargalhada quando ler isso.
Enfim,... apagam-se as luzes e um loiro cabeludo, com cara de maluco, abre o show. Era o tal de Donovan Frankenreiter. Legal o som do cara. Gostei.
Beleza. Aplausos. Bis. Tchau!
Na sequencia viria o tal cara que esgotou bilheteria em segundos. E era caro o ingresso, viu.
Bom...
Ascendem-se as luzes do palco. Entra o Ben... Ben... Ben Quem? Ouvi alguém dizer
Ben Harper.

Quer saber? Ouça!
Foi um dos melhores show que assisti. Mesmo!
Desde então Ben Harper virou trilha obrigatória pra algumas coisas.
Pra quê?
Me pergunte... Te conto com calma... e bem baixinho.
Num susurro.

Que fim levou?



Onde foram parar os 'estalos' das agulhas?
Lembra deles?

Cresci assistindo meu pai lavar os vinis que ouviríamos no final de semana. Tinha um grande romantismo naquilo.
Eles eram lavados e levados à sombra pra que secassem sem correr o risco de entortar sob qualquer sinal direto do sol quente das manhãs de sábado.
Depois, eram empilhados na imponente vitrola Sony que tínhamos na sala. Caixas acústicas grandes revestidas em madeira e cobertas por uma espécie de tecido que lembra o veludo.
Ouvíamos o Lado A de tantos discos. Depois de cair o último deles no prato da vitrola, meu pai os retirava dali e os recolocava. Desta vez, ouviríamos o Lado B de cada um deles.
Caramba! Que saudades desse tempo!

Bom,... passados 25 anos.
Hoje temos os CDs, DVDs, MDs e tantos outros formatos (que são muito mais práticos, rápidos e eficientes).
Aquele romantismo sumiu. Os estalos das velhas agulhas, não.
Pois é... Acredite!
Há alguns músicos que os preservaram. Um deles é Maxwell.

O garoto é ótimo, além de lindo! A voz e o swing do moço convencem, sem fazer um pingo de esforço...
Vale conferir o álbum Maxwell's Urban Hang Suite. Os estalos abrem o trabalho, na música The Urban Theme .
Neste site v
ocê pode conferir alguns vídeos do rapazote.

Ui! Hormônios...
Preciso resolver um probleminha. Coisa rápida.
Com licença. Volto em cinco minutos.

Tem um velho ditado árabe que diz...


لأعيان وعدد أعبحت الشعببانية يتم ماعية و تعيينهمللأعياننواب حسب الدستور المعدل عام أصبحت إسبانيا دولة قانون إجتماعية و ديمقراطية تحت نظام ملكي برلماني. الملك منصبه فخري و رن و واحدئيس الوزراء هو الحاكم الفعلي للبلاد.

Portanto,... procure não provocar a ira de uma mulher.

19.7.07

E eu?



Uma amiga passou por aqui.
Leu.
Disse que falta "Eu". A "Inflamada".
Então,... não é que ela tem razão?

Um outro amigo também leu.
Falou que está faltando a Alexy pra quem ele sempre toca Don't Cha (The Pussycat Dolls) na pista da PACHA, aqui em São Paulo.

O povo tá pedindo, minha gente...
E eu, que não resisto a um bom apelo...

Tenho muitas paixões.





...E todas elas me divertem! Muito.
A maior delas é a fotografia.
Ampliar um fotograma PB é uma das melhores sensações que conheço.
Quando eu estudava fotografia (sim, me formei nisso), meu professor sempre falava do tal mito que o fotógrafo carrega. Sua maneira de olhar é diferente. Devora o mundo com os olhos. Faz com que qualquer um seja capaz de enxergar através de seu olhar.
Isso às vezes causa alguns problemas. Há pessoas que acham que você está flertando, e muito, com elas... Enfim... Não é tão ruim.
Falando sério. Há muito que se ver.
Pra quem não conhece a cartilha, vale começar por Henri Cartier-Bresson. Deus!
Há uma exposição de negativos de Bresson que corre o mundo. Interessantíssima. O acervo é composto de tiras que têm apenas um 'click' em cada uma delas. Imagine o seguinte: Bresson passava horas, fosse dia ou noite, esperando pelo que hoje se chama de 'momento único'. Apenas uma foto, numa tira (um rolo de 36 fotogramas, ou poses).
Confira suas imagens no site da
Fondation Henri Cartier-Bresson.

Quando eu crescer, quero ser como ele.

Depois de ler Lya Luft...



À Lya Luft, minha total admiração.
À Arnaldo Jabor, minha paixão pela ferocidade de suas verdades.


Há umas semanas, Jabor (em sua intervenção diária na CBN, às 08:15) reclamava por créditos e críticas que recebe, com frequência, sobre textos que ele desconhece a autoria. Sorte a minha ter escrito algo, que depois de um tempo, circulava pela internet com sua assinatura (editada). Curioso como atribuíram à ele, um texto meu. Me senti orgulhosa, não posso negar.
Hoje, posso publica-lo neste blog, assumindo a autoria, baseada no direito de não me calar diante de tudo. Aliás, deste nada que virou o Brasil.


Zé Povinho? Eu?
Não foi assim que aquele tal de Marcola me chamou, como divulgada na gravação feita durante sua transferência à São Paulo?
Acho que foi. Isso mesmo. Zé Povinho!
Faço parte da massa que sustenta toda essa grande palhaçada, digna de turnê mundial como as trupes Du Soleil, que são divulgadas pelos veículos de massa, telejornais do mundo todo que pulverizam toda a informação sobre corrupção, golpes, canalhices...
E o Zé Povinho assiste a todo o espetáculo promovido por nossos singulares palhaços... Ups! Governantes. Caricatos!
Zé Povinho, né?
Mas não foi esse povinho que dividiu comigo a Avenida Paulista, naquela passeata dos Caras Pintadas?
Palhaços? Nós!... Nós, que defendemos, naquela época, o tal impeachment... É isso!
Que acreditamos no discurso inflamado do barbudo, suposto trabalhador, operário. Será? Bom, é o que dizem! Eu nunca o vi trabalhando...
Vi, sim. Aliás, vejo. 1/3 do meu dia trabalhado escorrendo pelo ralo, para o bolso de deputados, vereadores, senadores, prefeitos, governadores, e 'talvez' (ha ha ha) até para o tal barbudo. Se bem que, da maneira que ele nada vê, nada sabe, 'talvez' (realmente) não dê tempo para que ele abocanhe sua grossa fatia.
Pois é... E o Zé Povinho?
Hunf! Não pode parar pra pensar, pra discutir o assunto, porque senão, atrasa o fluxo do ralo, e acaba levando ainda mais tempo pra arrecadar aquele 1/3 dos barbudos.
Mas, peraí!
Se o país está escoando grana pra todo o lado (sim, porque se tem tanto palhaço mamando é porque está sobrando, né?) por que não retribuir ao Zé Povinho o seu esforço? Esforço esse que corresponde a 146 dias trabalhados para alimentar o ralo dos barbudos. Talvez existam muitas sugestões para isso. Ouço várias, todos os dias, sempre dadas pelo Zé Povinho.
A massas pensa, sabia? Há todo momento se ouve falar em Educação (mas, se instruir o povo, a massa, ficará difícil governá-los), Transporte (até porque o Zé Povinho precisa chegar ao trabalho), Saúde (Ha Ha Ha), coisas tão simples, tão básicas...
Aí... O Zé Povinho acaba mais um dia de trabalho. E no caminho de volta, é assaltado também na rua por um cara que leva embora o que resta de sua dignidade (depois de termos sido dilapidados durante 1/3 do dia, durante os 146 dias que entregamos passivamente nosso bolso ao governo)... Pois é... É o Zé Povinho entregando seu suor, durante o dia ao governo, e o quê sobra (seus trocos, seus documentos, e as vezes sua vida na mira de um revolver) ao meliante, mais um vagabundo (desta vez, sem gravata).
Caramba!
Quando é que o Zé Povinho vai acorda?
Quando é que o Zé Povinho vai sair do transe, do estado de anestesia moral?
Zé Povinho? Eu?
Não mesmo!
Cansei!
Passados 15 anos do impeachment de Collor, minha cara pintada tem um tom mais agressivo, mais doído, mais duro!
Quero mostrar minha cara, minha raiva, minha indignação.
Quero falar, ser ouvida e, principalmente, respeitada!
Com, ou sem, um novo barbudo, eu estou indo para a Paulista. De novo! Mas, desta vez, não tão inocente. Não tão sugestionável!
Zé Povinho, Eu? De jeito nenhum!

PS.: Que fique bem claro o seguinte: O tal barbudo jamais teve um voto meu, e nunca o terá. Na ocasião do impeachment, a UNE - UMES - UBES, ou seja lá qual for a sigla que eles usam hoje me dia, fretava ônibus e arrebanhava estudantes nas portas dos colégios. Ovelhas sem muita orientação política. Tínhamos apenas vozes, apitos e caras que estampariam capas que publicavam o sonho de uns e o interesse de outros.

Mas hoje... Depois de 15 anos... Já não sou uma ovelha.

18.7.07

...e por falar em ménage à trois...



Sim, Joe Satriani, Steve Vai e Yngwie Malmsteen.
Antes de postar isso, dei uma passada rápida pelo site do Vai.

E, mais uma vez, me flagrei rindo (e viajando, muito, muito longe) enquanto assistia ao vídeo da gravação, em estúdio, de Real Illusions.
Tente acompanhar a agilidade de Mr. Vai.
Dedilhadas...
São tantas...
E tão perfeitas...

No comments.
Enjoy it!

A Hot Night In Paris



Há músicos que gravaram clássico que devem ser divididos e imortalizados.
Temos aqui apenas três das minhas favoritas, que são muitas. AWB, com a debochada Pick Up The Pieces. Dick Oliver, e a inquietante The Chicken. E, por fim, Etta James, incisiva, em I Just Wanna Make Love To You.

Sobre o álbum "A Hot Night In Paris", gravado em um show da The Phil Collins Big Band, que é simplesmente espetacular. Este é um dos melhores trabalhos que já ouvi. Todas as músicas são ótimas, mas... Don't Care Anymore, Milestones e uma versão espetacular de Pick Up The Pieces (do AWB), são impecáveis.

Sugiro que ouça estas maravilhas na companhia de um bom copo, um bom papo... O resto, fica por sua conta!
Desfrute!
Salut!

Inflamada, Eu? Imagina!



Há quem diga que esse comportamento é típico de mulheres mal amadas (alguns dizem: "mal comidas"). Discordo! Acho que é típico de mulheres que escolhem, ao invés de serem escolhidas...
Leva um tempo, mas algumas (as inteligentes) aprendem...
Descobri que o 'saber' não ocupa espaço. Apenas expande todas as minhas ânsias...
Se você tem algo pra ensinar, passe adiante.

Divida-se.

Transborde-se.

Seu mundo cabe em uma mochila?




Não?
Hoje, o meu cabe!
Um dia desses, ouvi um uruguaio dizer que lhe agrada a idéia de que todos os seus bens cabem na caçamba de sua camionete. Pra ele, isso é o suficiente.

Fica mais fácil partir.

Verdade.

17.7.07

La Fura Del Baus



Quão perverso é o homem?
Quem nunca leu Sade, deveria fazê-lo. Mesmo. Não, necessariamente, pela perversão, mas pela perfeição. Pela genialidade dos contos e seus impressionantes números.
O autor passou cerca de 27 anos nas prisões. Teve tempo suficiente para exercitar seu desprezo pelos valores religioso e morais. Sua violenta pornografia escorre pelas páginas de títulos como "Justine", "A Filosofia na Alcova" (uma de suas peças mais conhecidas, levada aos palcos do mundo pelo grupo La Fura Del Baus), "Contos Libertinos", "Os 120 dias de Sodoma" (que me provoca arrepios à cada virada de página), entre outros.
Segundo Nietzsche, Sade tem a capacidade de trazer à tona o mais primário dos instintos humanos. Puro. Livre de suas hipocrisias. Recheado de todas as suas loucuras. Desejos. Perversões.
Que atire a primeira pedra quem nunca se imaginou num momento tão tórrido quanto os escritos por Sade... Alguém se habilita? Duvido!
Alguns não o fazem por medo, outros por falta de oportunidade. O fato é que todos os sonham. Sem querer, por os querer, transpiram desejos calados.

B B King - Farewell Tour



B B King é enigmático... Quando se imagina que nada mais há para se esperar de sua presença, ele faz com que o lamento se transforme em motivo de comemoração.
Pouco mais de 2.000 pessoas o viram chorar. Eu estava lá. Chorei também.
Foi a melhor despedida que os fãs do amante de Lucille poderiam presenciar.

Infelizmente há algumas coisas que só descobrimos com o passar do tempo (na maioria das vezes, com um pouco mais de 30 anos)... O bourbon, o blues, os bons livros...

"Bluesman (Understand)"

I've traveled for miles around
It seems like everybody wanna put me down
Because I'm a blues man

But I'm a good man, understand

I went down to the bus station
Looked up on the wall
My money was too light, people
Couldn't go nowhere at all
I'm a blues man

But a good man, understand

The burdens that I carry are so heavy, you see
It seems like it ain't nobody in this great big world
That would wanna help old B.
But I will be all right, people
Just give me a break
Good things come to those who wait
And I've waited a long time
I'm a blues man but a good man, understand.

...antes absoluto, o silêncio...


Há pessoas que calam pelos mais variados motivos... Optei pelo sussurro.

Confesso minhas vontades, minhas dores, meus pecados... , sempre despida da censura que falsos puros me impõem.
Ao invés do sorriso, a gargalhada debochada de quem já experimentou o que há de melhor e pior.
Provoco. Sempre. Sou provedora dos pensamentos confusos que habitam a mente de quem me lê, me ouve, me sente.
Desarme-se.
Experimente.